Um livro de autoajuda em português que não parece os outros

A categoria mais concorrida e a mais fácil de fazer mal. O que dura tem uma ideia só, um método aplicável numa terça-feira e honestidade sobre os limites.

Uma ideia, dita no subtítulo

Os livros fortes da categoria cabem numa frase que contém um mecanismo. Não "um livro sobre produtividade", mas "por que o limite é a sua energia e não o seu tempo, e como montar a agenda em volta disso". Se a ideia não sobrevive a uma frase, você tem uma coleção de dicas.

Por que alguém deveria ouvir você

Autoajuda pede que o leitor mude alguma coisa. Três tipos de autoridade dão esse direito, e você precisa de pelo menos um: profissional (você faz isso), vivida (você passou por isso e saiu com um método) ou documentada (você levou várias pessoas por esse caminho e sabe o que aconteceu). Diga qual é, em três frases, na introdução.

O capítulo que quase ninguém escreve

"Quando não funciona." Para quem este livro não serve, que condições ele exige, o que acontece na recaída, onde você já esteve errado. É o capítulo que o leitor cita para os amigos, porque confiança se ganha admitindo limite, não repetindo certeza.

O que a entrevista puxa de você

O estúdio pergunta pelo caso concreto: a pessoa, o número, a semana em que deu errado. É isso que separa um livro seu de um texto que serviria para qualquer autor — e é a parte que nenhum modelo inventa por você.

Cuidado com as promessas

Não afirme que o método trata, cura ou previne doença, e evite promessa de renda. Se o assunto toca saúde ou dinheiro, inclua uma nota curta nas páginas iniciais orientando a procurar ajuda profissional.

A estrutura de um capítulo

Cena concreta com uma pessoa e uma dificuldade; o nome do padrão, para o leitor reconhecer na própria semana; por que acontece, explicado uma vez; o que fazer no lugar, em passos e com exemplo; a objeção ("mas o meu trabalho não deixa"), respondida e não ignorada; e uma ação que cabe até sexta-feira.

Dar nome ao padrão é a parte mais pulada e a mais citada depois. O que tem nome se enxerga; o que não tem continua invisível.

Provas, com honestidade

Se for citar estudo, cite o original e diga o tamanho da amostra. Boa parte da psicologia popular repete resultados que não se replicaram, e uma referência frágil envelhece mal. Na prática, a sua própria observação — "das quatorze pessoas que tentaram, onze pararam na segunda semana" — vale mais que uma citação de segunda mão.

Perguntas frequentes

Qual o tamanho certo?

De 40 a 60 mil palavras, de dez a quatorze capítulos. Mais curto funciona bem quando a promessa é estreita e prática.

Preciso de formação na área?

Formalmente não, mas precisa de autoridade: experiência profissional, vivência ou resultados documentados com outras pessoas.

Posso incluir exercícios?

Pode, curtos e dentro dos capítulos. Se os exercícios são o ponto principal, escreva um livro de exercícios em vez disso.

Grátis para escrever e ler os dois primeiros capítulos. US$ 9, uma única vez, para ler o livro inteiro e baixar em EPUB, PDF, DOCX e Markdown.

Começar agora

Related